Primeiramente me desculpo por atrasar a postagem, de novo. É que ontem fiquei sabendo que fui aprovado em primeiro lugar no meu curso na PUC e que ganhei uma bolsa integral por isso, aí em vez de postar aqui fui bebemorar :D
Mas o blog não é um diário meu, vamos ao que interessa (se é que interessa a alguém...).
Aluguei o filme esses dias, muito bom. Ele dá uma noção mais real do que seria um regime totalitário, fora daquela velha noção que não sei por que todos têm, por exemplo de ligar nazismo ao mal, sem se perguntar como algo que é puramente mal chega ao poder de uma nação. Por favor, não sou a favor de fascismo, longe disso. Mas pelo filme é possível ter uma noção mais real do porque considerar a extrema direita ruim.
E daí já surge a possibilidade de debates sobre as semelhanças do totalitarismo com o que era pra ser o regime antagônico, o socialismo. Das semelhanças do regime totalitário com a igreja católica (se autodeclarar a única dona da verdade, exigir que todos pensem igual), entre vários outros exemplos. Acho interessante saber que muitos elementos desse regime abertamente reprimido são claramente visíveis na maneira das coisas funcionarem ainda hoje. E que sim, se vê um certo nível de razão (a propriedade privada que funciona melhor que a estatal, porque segue uma doutrina autoritária, por exemplo).
Fica a dica, quem quiser ver, pensar um pouco sobre, ano que vem tem eleição, é bom entender o que é o que...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Entre Brasileirão e ENEM
Finalmente chegou o ENEM, dessa vez sem fiascos dois dias antes da prova. Chega a hora da prova. Os monitores pedem que tire a bateria dos celulares, a sala tem umas trinta pessoas. Termino a prova faltando vinte minutos pra terminar o tempo. Domingo. Visto a minha camiseta colorada de 98, a mesma que eu vestia quando vi o Inter ser diversas vezes campeão e vou pra prova, conformado que além de não estar no estádio nem veria o jogo que talvez valesse o título brasileiro.
Mesma história quanto aos celulares. Prova de ‘linguagens’, seja lá o que isso significa. Lá pelas tantas começa uma gritaria e se ouve foguetes na rua, penso “O Inter ta sendo campeão!” “Campeão, cara, depois de tudo que houve em 2005, depois de... A PROVA! A prova é mais importante, agora.” Volto aos infindáveis textos e cálculos, termino tendo que entregar a prova com três chutes direto no cartão-resposta e uma mega redação de oito linhas (agora entendo por que o mínimo era sete), devido à falta de tempo.
Chego em casa exausto, vejo Flamengo ser campeão, como a lógica dizia, graças ao co-irmão. Corrijo a prova, 127 acertos de 180.
Segunda, vejo comentários sobre a prova no cursinho: “Bah ouvi a festa na rua, chutei tudo e fui embora!”; “Eu tive que chutar 20 questões!”; “Capaz que eu ia ir, perder de ver o brasileirão...”
Termino concluindo que fui bem, levando em consideração que pra UFRGS a redação não tem valor. Sugiro quem nunca viu a prova a dar uma olhada nas questões e seus textos imensos, a maior virtude cobrada nessa prova é a da PACIÊNCIA, e saber controlar o tempo (3 minutos por questão). Espero que nas próximas edições se faça algo pra mudar isso.
E escuto casos de outros locais onde foi aplicada a prova. Cola via SMS, monitor ouvindo o jogo, candidata amamentando criança... Pelo que ouço, e não pelo que vi, a aplicação da prova foi um fiasco. Digno do pessoal lá de Brasília que estamos acostumados a ver pela TV...
Quanto ao brasileirão, o que dizer? Acho que esse ano ficou provado que é possível a fórmula dos pontos corridos ter emoção. O negócio é que estamos na Libertadores do ano que vem e eles não, e ano que vem é ano de copa do mundo, como em 2006...
Mesma história quanto aos celulares. Prova de ‘linguagens’, seja lá o que isso significa. Lá pelas tantas começa uma gritaria e se ouve foguetes na rua, penso “O Inter ta sendo campeão!” “Campeão, cara, depois de tudo que houve em 2005, depois de... A PROVA! A prova é mais importante, agora.” Volto aos infindáveis textos e cálculos, termino tendo que entregar a prova com três chutes direto no cartão-resposta e uma mega redação de oito linhas (agora entendo por que o mínimo era sete), devido à falta de tempo.
Chego em casa exausto, vejo Flamengo ser campeão, como a lógica dizia, graças ao co-irmão. Corrijo a prova, 127 acertos de 180.
Segunda, vejo comentários sobre a prova no cursinho: “Bah ouvi a festa na rua, chutei tudo e fui embora!”; “Eu tive que chutar 20 questões!”; “Capaz que eu ia ir, perder de ver o brasileirão...”
Termino concluindo que fui bem, levando em consideração que pra UFRGS a redação não tem valor. Sugiro quem nunca viu a prova a dar uma olhada nas questões e seus textos imensos, a maior virtude cobrada nessa prova é a da PACIÊNCIA, e saber controlar o tempo (3 minutos por questão). Espero que nas próximas edições se faça algo pra mudar isso.
E escuto casos de outros locais onde foi aplicada a prova. Cola via SMS, monitor ouvindo o jogo, candidata amamentando criança... Pelo que ouço, e não pelo que vi, a aplicação da prova foi um fiasco. Digno do pessoal lá de Brasília que estamos acostumados a ver pela TV...
Quanto ao brasileirão, o que dizer? Acho que esse ano ficou provado que é possível a fórmula dos pontos corridos ter emoção. O negócio é que estamos na Libertadores do ano que vem e eles não, e ano que vem é ano de copa do mundo, como em 2006...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
O Neto do Brasil
Confesso que com excessão do Estado dos Carajás (que é verdade), não conferi a veracidade dos outros fatos no Google.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Vencer é o que interessa.

Algumas semanas, atrás tive a oportunidade de assistir uma palestra com o Dunga. A palestra não tinha um tema específico, então ele foi indagado sobre como foi a carreira dele e tal, e aí terminou sendo quase que uma palestra motivacional. Ele enfatizava como pra ele tudo era fruto do trabalho, como tudo era fruto do esforço pelo resultado. Sim, pra ele o mais importante de tudo são os resultados. “Ou se tem resultados ou se tem desculpas”, ele disse.
Disse também que quem inventou aquela célebre frase de que “o importante é competir” era um fracassado. “Vocês aqui vão fazer o vestibular pra dizer que foi bom participar ou pra passar?”.
E a partir desse pensamento, o do quanto é válido manter um trabalho sério afim de que o objetivo possa ser alcançado; quem não deve não teme, aquele que se preparar, quando chegar a hora, vai estar tranquilo.
Interessante saber que esse é o ponto de vista de uma pessoa como ele, de um ídolo.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
E os outros muros?
Destaques para as declarações dos antigos cidadãos do leste aos 7min de vídeo e, contrapondo as declarações, o desenho da foice e do martelo junto ao da suástica em 2 minutos e 52.
Li no Correio do Povo uma análise sobre a comemoração dos 20 anos da queda, com a qual eu concordo em certos aspectos. Lá dizia que se comemora os 20 anos da queda do muro do socialismo e que falta agora derrubar o muro do capitalismo. Assim como de certa forma choca dizer que há pouco mais de 20 anos atrás existia um governo capaz de tentar manipular as ideias das pessoas cortando seus suprimentos, como foi o isolamento de Berlim ocidental, e de invadir países para impor a sua ideologia, hoje é chocante o fato de que o inimigo desse governo também invadiu o mesmo país só que por petróleo.
Ou seja, em 89 não se tem como conseqüência do fim do lado esquerdista da guerra fria a paz e tranqüilidade, mas sim a existência soberana do lado vencedor e suas contradições não menos piores que as do lado derrotado. Espero que assim como hoje se vê (quase, devido às Coréias) extinto o absurdo que foi a divisão de um povo contra a sua vontade, um dia se veja também o fim de invasões e guerras financiadas por Estados, especialmente aqueles ditos desenvolvidos.
OBS: desculpem o atraso para publicar a postagem!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Sobre o ensino no Brasil hoje
Em um certo momento me encontro sozinho no meu antigo quarto caçapavano, esperando alguém que ficou de aparecer. Começo a mexer em antigos cadernos e reparo numa coisa: ali estão matérias que, pra mim, eu não tinha visto até esse ano; que não tenho a mínima lembrança de ter visto no colégio em Caçapava... E no fim do caderno vejo um controle de notas que eu tinha; que mostram notas oscilando entre sete e dez, nunca menos que isso. Ou seja, a cobrança era de tal forma que era possível criar um esquema como o meu foi: de decorar a matéria nas vésperas da prova e depois esquecer.
Isso que eu sempre estudei no que, segundo o consenso geral, é o melhor colégio da cidade. Onde é comum ver quem vem de outras escolas se queixando da cobrança, de como é mais puxado.
Agora imagine um colégio que não é o melhor, a situação que se encontra. O problema que mostro aqui acho que não é desconhecido pra ninguém que tenha um mínimo contato com o sistema de educação no Brasil hoje: da impressão (ou certeza) de que a ordem que vem “de cima” é de passar todo mundo, aprendendo ou não a matéria.
Não entendam como uma crítica à Coeducar, meu antigo colégio, muito pelo contrário, lá se vê gente preocupada não só com passar a matéria obrigatória como uma conduta civilizada adiante, uma preocupação com o aluno como pessoa.
Acontece que, no aspecto nacional, parece haver uma visão de que rodar o aluno é uma forma de exclusão, algo que deve ser evitado a todo custo, coisa que eu imagino não precisar dizer que é uma burrice imensa... E diretores com essa mesma minha opinião não têm poder para mudar situação, ou ao menos não parecem ter.
Aparentemente é uma política avançada, a inclusão da filosofia e da sociologia como matérias obrigatórias (medidas com as quais eu concordo), um anti-autoritarismo. Na prática é matação de aula e o desrespeito crescente à instituição que é a escola e o educador. Uma ênfase nos direitos do aluno desconsiderando os deveres. É só falar com qualquer aluno, perguntar o que ele pensa do colégio. A impressão que dá é que a imensa maioria não consegue entender por que ter que ir até a escola, por que aquelas matérias são passadas, eles simplesmente não se perguntam isso. E se perguntam, a resposta é que serve pra atrapalhar.
Daí não é de se surpreender com o que se vê nos jornais todos os dias, com as grades que se vê nas ruas todos os dias... O Estado brasileiro simplesmente não faz a sua parte.
Já vi dizer que essa política de passar todo mundo serviria para a política externa brasileira, que aumentaria o número de pessoas formadas e daí o IDH, o que ajudaria o Brasil a conseguir uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, não sei se é verdade.
O que é verdade é que é óbvio que o objetivo dessa política não visa o bem da população, e que seja onde for que qualquer um se situe no espectro político, todos concordam que a educação é importantíssima.
Isso que eu sempre estudei no que, segundo o consenso geral, é o melhor colégio da cidade. Onde é comum ver quem vem de outras escolas se queixando da cobrança, de como é mais puxado.
Agora imagine um colégio que não é o melhor, a situação que se encontra. O problema que mostro aqui acho que não é desconhecido pra ninguém que tenha um mínimo contato com o sistema de educação no Brasil hoje: da impressão (ou certeza) de que a ordem que vem “de cima” é de passar todo mundo, aprendendo ou não a matéria.
Não entendam como uma crítica à Coeducar, meu antigo colégio, muito pelo contrário, lá se vê gente preocupada não só com passar a matéria obrigatória como uma conduta civilizada adiante, uma preocupação com o aluno como pessoa.
Acontece que, no aspecto nacional, parece haver uma visão de que rodar o aluno é uma forma de exclusão, algo que deve ser evitado a todo custo, coisa que eu imagino não precisar dizer que é uma burrice imensa... E diretores com essa mesma minha opinião não têm poder para mudar situação, ou ao menos não parecem ter.
Aparentemente é uma política avançada, a inclusão da filosofia e da sociologia como matérias obrigatórias (medidas com as quais eu concordo), um anti-autoritarismo. Na prática é matação de aula e o desrespeito crescente à instituição que é a escola e o educador. Uma ênfase nos direitos do aluno desconsiderando os deveres. É só falar com qualquer aluno, perguntar o que ele pensa do colégio. A impressão que dá é que a imensa maioria não consegue entender por que ter que ir até a escola, por que aquelas matérias são passadas, eles simplesmente não se perguntam isso. E se perguntam, a resposta é que serve pra atrapalhar.
Daí não é de se surpreender com o que se vê nos jornais todos os dias, com as grades que se vê nas ruas todos os dias... O Estado brasileiro simplesmente não faz a sua parte.
Já vi dizer que essa política de passar todo mundo serviria para a política externa brasileira, que aumentaria o número de pessoas formadas e daí o IDH, o que ajudaria o Brasil a conseguir uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, não sei se é verdade.
O que é verdade é que é óbvio que o objetivo dessa política não visa o bem da população, e que seja onde for que qualquer um se situe no espectro político, todos concordam que a educação é importantíssima.
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