terça-feira, 27 de outubro de 2009

Obrigado, Grêmio!

Agradeço o co-irmão pela felicidade do meu domingo. Não só por terem o dito melhor goleiro do Brasil ao nosso serviço quando precisamos, mas por seguir sua tradição de catimba, “copera y peleadora”.
Sim, porque não fosse isso e a expulsão de sei lá eu quem do lado listrado seria apenas uma expulsão enquanto o Grêmio dominava o jogo, levando sério risco de empatar. Mas não, graças a esse estilo de jogo é claro que eles foram pra cima do juiz, fizeram toda uma confusão, e mataram o tempo que seria necessário para que conseguissem fazer o gol. Tudo isso aos aplausos da torcida gremista presente, óbvio.
Agora, graças a essa cera eu tenho esperanças de ver o meu Colorado erguer uma das poucas taças que ainda não vi, com meus dezessete anos, mesmo que o time esteja com muitos problemas (que tipo de centro-avante erra o gol que o Alecsandro errou!?).
Vai o vídeo do gol, sempre bom reviver esse momento :D


Recomendo um Blog sobre o Inter: http://bolavermelho.blogspot.com
Saudações Coloradas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mais reflexões...



Concordo com o vídeo. Embora apresente exemplos bastante questionáveis (o que a mulher entende por tóxico?), no mais é bastante coerente. É SIM esse o mundo em que vivemos, o sistema em que vivemos, na mão das potências vencedoras da Segunda Guerra e Guerra Fria, pregadoras da democracia e liberdade. Gostaria da opinião dos meus leitores sobre isso.



E então? Liberté, Égalité, Fraternité se tu tiver dinheiro. É fato que quem vive bem quer mais é comprar o seu carro, prefere comprar seu perfume, a fazer mudar a situação. Antigamente pelo que leio existia quem lutasse por isso. Hoje, toda "luta" é travada com fins lucrativos, vide a guerra do tráfico. Na cabeça do homem de hoje, não importa o que está errado, contanto que com ele esteja tudo bem.



(É bastante tempo de vídeo, mas acredito que vale a pena).

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Da convivência em Caçapava do Sul

Mais um C.U.C. dessa vida. Entro na fila pra uma cerveja, espero em torno de um minuto, o cara na minha frente termina de ser atendido e sai. Nisso uma mulher aparece e me corta a frente:
-Oi, eu quero um halls.
Acho certo que a mulher que atende as pessoas vai falar pra ela respeitar a dúzia de pessoas que está na fila. Não, a atendente toma o dinheiro e lhe entrega o produto na maior naturalidade. A “moça” vai embora, a funcionária do clube me olha:
-Pra ti?
-Por que tu não dá preferência pra quem respeitou a fila?
-Ela chegou e pediu um halls, o que eu ia fazer, xingar ela?
-
Mesma ocasião, outra hora, saio eu do banheiro, “lavo” minhas mãos (aspas porque molhar as mãos não é bem lavar, mas era o que era possível) e vou voltando pra festa, enquanto escuto alguém dizer:
-Bah, essa baita fila aí, ta loco, vô mijá na pia!

Olho pras minhas mãos umedecidas da água dessa mesma pia...
-
Alguns exemplos da cotidiana falta de respeito da sociedade caçapavana. Acho que vai chegar o dia que a minha amada cidade vai se juntar ao “desenvolvimento” pós-moderno e também ter um toque de recolher não declarado pra quem anda a pé, devido à violência, engarrafamentos enormes... A falta de consideração característica disso tudo já está presente.

OBS: Desculpem a baixa qualidade do texto, espero ter conseguido passar a mensagem.
OBS2: Pra quem não sabe, o "CUC" que me refiro no início do texto é uma festa semanal promovida pelo centenário Clube União Caçapavana.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Dias de treinamento vestibulístico


(Não consegui achar o vídeo em português, pra que todo mundo entendesse, foi mal. Se não tiver ficado clara a moral, perguntem)
Toca o despertador. Soneca. Toca o despertador, o maldito despertador... Suspiro e penso: vamo de novo.
É só mais um dia da preparação pra o vestibular, como muitos têm sido, um dia de muitas horas sentado, um dia cansativo que se repete há meses. Acredito que esses meses de setembro a novembro sejam os piores, visto que ainda não existe a iminência da prova e já me vejo nessa de estudar faz bastante tempo. O corpo pede uma mudança de rotina, uma diminuição de carga horária, mais tempo de lazer, ao mesmo tempo em que o calendário vai dando brechas e feriados, me fazendo perder o ritmo e o foco enquanto não me deixa enlouquecer.
Acredito que agora muitos concorrentes estejam largando, enquanto que outros estão apenas começando a se preocupar... A moral é ser forte e seguir adiante e acreditar que todo o esforço vai ser recompensado lá no final. Isso tudo é mais fácil dito que feito.

Enquanto isso, vejo a “preocupação” de alguns nem tão poucos, que me serve de alento:

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

De como não nos importamos.


Todo santo dia passo por moradores de rua dormindo e sobrevivendo nas calçadas aqui em Porto Alegre. Dia de chuva aparecem mais, passo por eles na ida e na volta do colégio (ou do cursinho). Existe uma (frente de) garagem que é a ‘casa’ de um grupo deles, vivem lá 24h, às vezes com alguma comida, às vezes com algum cobertor, sempre com algo de alcoólico.
Há quem diga que há ONGs que se oferecem para levá-los a abrigos.
Há quem diga também que eles se recusam a ir aos abrigos por não poderem levar sua cachacinha junto deles. Que fossem levados a uma clínica de desintoxicação, então...
Mas o ponto não é esse.
Onde quero chegar é no fato de que eu, e aparentemente a maioria dos moradores daqui simplesmente não me importo realmente com essa realidade. Eu adoraria ajudar essa gente de forma que fosse resolver o problema (esmola não resolve nada)... Só que não tenho tempo nem estrutura para tal, então tiro esse "peso" de mim, acabo por agir como se entendesse que não é problema meu. Só que todos agem assim.
É uma falta de consideração, de valor humano, essas pessoas terminam sendo vistas como animais, como lixo.
E o porquê disso é que elas não representam nenhuma possibilidade de benefício a ninguém, exceto, é claro, àqueles que vendem canha e demais entorpecentes de forma absurdamente acessível.
Pergunto, essa gente que lucra com isso preferia ver esses seus clientes em bom estado de saúde e vida, de modo que não consumiriam tanto seus produtos? Capitalismo selvagem.
Acho que daí pode-se concluir que na nossa sociedade atual existem toques da crença na “Raça Superior” ainda hoje, inclusive na minha mente ou na tua que lê isto.
É um absurdo, e é preciso mudar. O lucro não pode ser mais importante que a saúde e integridade de todos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Um brinde à amizade!


Pare pra pensar nos melhores momentos da tua vida.
Em quantos deles teus amigos estão presentes?

É um tema um tanto fútil, pensei antes de escrever. Mas não, cheguei à conclusão de que não é. Porque o fato, não sei se infelizmente, é que eu consigo viver sabendo que governantes desviam dinheiro público, que tem gente passando fome nas ruas, que a poluição pode significar o fim da vida humana... O que eu não consigo viver sem é a conversa e a companhia dos meus amigos.
Pra mim, as amizades representam a antítese do que o mundo que vivemos nos ensina. Não se ganha um centavo sequer por estar lá quando alguém precisa.
Não existe um fato isolado que explique a presença tão altruísta dessas pessoas nas nossas vidas. Não somos parentes de sangue, não lhe oferecemos empregos ou serviços. Muitas vezes temos opiniões diferentes para política, religião ou mesmo futebol.
E mesmo assim essa gente representa o riso, o apoio, a compreensão. É difícil achar palavras pra definir o que tudo isso representa, justamente porque não é necessário dizer nada quando se fala disso entre amigos. O silêncio por si só já se explica. Sempre haverá as junções para não fazer nada, pois o ‘nada’ é simplesmente a falta da existência de uma palavra que designe esse sentimento.

(Que conversa de bêbado...)

PS: Queria agradecer os ‘adeptos’ do blog pela força. Eu sinceramente achava que ninguém ia se importar com isso aqui. Valeu mesmo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Contra o nacionalismo gaudério

Semana farroupilha, tempo de ver gente falando de como o Rio Grande é melhor que o Brasil e de como a nossa gente é mais digna que a do resto do país.
Sugiro esse vídeo.
http://www.youtube.com/watch?v=gXP1I3-3DH0

Pessoas são pessoas, de onde quer que sejam. Pra mim, o nacionalismo é tão coerente quanto o racismo.Não entenda mal, não digo nada contra o tradicionalismo, contra os bailes, a pilcha. Mas é preciso saber separar as coisas, saiba, antes de clamar que é a favor do separatismo, o que tu estás defendendo. Sempre penso nisso quando vejo o hino nacional ser abafado pelo do Rio Grande...
Grande bosta ser ou não gaúcho.