Ano passado, estudando pro vestibular, me dei conta de uma coisa: a relação entre não entender e não gostar. Claro, pois no cursinho se via um exemplo óbvio, eu gostava das aulas e matérias que eu entendia, e das que eu tinha mais dificuldade, não. E notava isso em todas as pessoas. Daí então a pergunta, por que é tão difícil gostar do que não se entende?
Mais que isso, gosta-se de uma coisa porque a entende, ou a entende porque se gosta? Às coisas que nos são naturais, parece sem sentido essa conexão, ninguém precisa entender sua família para amá-la, por exemplo. No entanto, às demais coisas, é uma observação válida. Não consigo assistir uma partida de rugby, pois não entendo as regras; não entendo de dança, pois não gosto de dançar.
Pergunto, e nisso admito ignorância, pois a resposta deve existir, já nascemos condicionados a determinados gostos, ou realmente temos a oportunidade de escolha? Disso tiro apenas o pensamento de que a tolerância deve ser sempre mantida, antes de julgar qualquer coisa. És contra certa atividade porque não a entende ou porque a estudou e chegou à conclusão que ela não deve ser feita? E falo isso das coisas que mais parecem banais, inclusive.
Por que mesmo que falam para se alimentar de determinada maneira? Por que aprender certa matéria? Em quem votar?
Pesquise e descubra, antes de tirar conclusões. Um pouco de humildade nunca é ruim.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
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