Escrevo antes de sair de casa pra assistir o confronto entre Inter e Banfield. Lembro dos dias que resolvi ir para a superior ou pra social do Beira-Rio. É sempre a mesma coisa, quando o resultado não vem (ou ainda não veio). Pessoas vaiando o time do Inter, xingando o técnico, dizendo que assim não dá, que tem que botar o fulano, tem que tirar o ciclano, que esse presidente também não presta, que se não classificar eu não venho mais no estádio.
Pois que nem compareçam, então! É tão difícil assim de entender que é trabalho do técnico escolher quem joga e que durante o jogo é sim ele que manda e tá acabado? Que o jogador que tá em campo NÃO VAI pedir pra sair!?
Um jogo de futebol é como uma simulação de batalha. É uma batalha, portanto. E quando em guerra não há espaço pra democracia. Imagina um front de batalha, um dos teus companheiros começa a errar os tiros, tu vai chamar o teu superior pra dizer que aquele soldado não está preparado, em meio ao fogo cruzado? Vai xingar o cara e dizer pra ele desistir, enquanto ele tenta acertar o inimigo? Não me parece uma estratégia muito boa, não é mesmo? Então, que fique clara a mensagem: não, a opinião do torcedor, durante os 90 minutos NÃO É importante. Diferente, é claro, de quando não tá rolando jogo nenhum, aí sim não só pode como deve haver cobrança e fiscalização do trabalho feito no clube.
Mas quando no jogo, ou te abstém ou então canta junto e empurra o time junto com aqueles milhares atrás da goleira, que é impossível não se motivar com o estádio inteiro do teu lado.
Saudações coloradas.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
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